"A praça deixou de ser passagem e virou destino. É o lugar onde a vizinhança se encontra todos os dias."Mariana Costa · Moradora do entorno
Por duas décadas, a Praça Central de Belo Horizonte foi um grande vão asfaltado — 8.500 m² usados como atalho entre o terminal de ônibus e o mercado municipal. Sem sombra, sem bancos, sem vida.
As pessoas cruzavam a praça em 4 minutos e 20 segundos. Ninguém ficava. Os comerciantes da rua de trás viam a loja esvaziar a cada ano.
Antes de qualquer linha, o Atelier Urbano montou mesa na própria praça. Onze oficinas públicas, com feirantes, motoboys, idosos, crianças e artistas de rua.
Das 1.400 contribuições, três pedidos voltaram em todas as oficinas: árvore, água e lugar para ficar. Foi esse tripé que virou o partido do projeto — e mudou até o nosso jeito de desenhar.
O projeto removeu o asfalto e plantou um bosque de 160 árvores nativas. Um espelho d'água raso — 8 centímetros — vira pista de brincadeira, palco e o melhor resfriador natural do quarteirão.
O calçamento em mosaico reaproveita os blocos antigos do mercado municipal. Cada peça conta uma história; o chão da praça é a memória do lugar, desenhada junto com os comerciantes.
Movimento de moradores e comerciantes entrega 3.000 assinaturas à prefeitura.
11 encontros na própria praça; 1.400 contribuições registradas.
Bosque, espelho d'água e mosaico aprovados em audiência pública.
Canteiro aberto com visitas guiadas semanais da comunidade.
45 mil usuários no primeiro mês; o triplo do asfalto de antes.
Nossos projetos participativos começam com uma mesa, um café e uma pergunta.
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